domingo, junho 07, 2026

Newsweek

Na semana em que começa o campeonato mundial de futebol de 2026 a Newsweek, uma das mais prestigiadas revistas de informação geral de todo o mundo, lança uma edição especial com cem páginas totalmente dedicada ao português Cristiano Ronaldo!
Sob o justíssimo título " Ronaldo o orgulho de Portugal".
Nela se refere toda a carreira, os clubes onde jogou, os grandes golos que marcou, os seus negócios fora do futebol, os grandes adversários contra quem jogou como Messi e Neymar ou com quem jogou como Modric e Benzema entre muitas outras coisas.
E já se sabe que quando se fala de Ronaldo fala-se de Portugal.
Cuja seleção vai capitanear no seu sexto mundial e cuja presença torna os bilhetes para os jogos da nossa seleção como dos mais procurados (sempre no top 3) para o torneio.
Eu sei que para os luso-argentinos, para os "Messi lovers" ou mais simplesmente para os invejosos que não suportam o êxito extraordnário de um compatriota , nada disto tem valor nem importância porque a única coisa que sabem é dizer mal, criticarem, porem defeitos e viverem no seu pequeno universo de inveja desenfreada.
Mas habituem-se que dói menos porque a verdade é que para Portugal ter alguém como Cristiano Ronaldo é um motivo de imenso orgulho e de enorme prestígio para o país.
Como esta edição especial Newsweek comprovaria uma vez mais caso ainda fosse necessário.
Mas não é!
Depois Falamos.

Cidades EUA

Lago Carezza, Itália

Elefante

Voto e Razão

Por vezes confunde-se a legitimidade para governar dada pelo voto em eleições livres e democráticas, seja para um pais, uma autarquia,uma associação, um sindicato,um clube desportivo, etc, com a razão de quem governa.
Entendendo-se razão como o ter as melhores propostas, as melhores soluções e a capacidade de transformar propostas em soluções governando de forma competente e eficaz. 
E se há coisa de que a história dos países, das autarquias, das associações, dos sindicatos, dos clubes desportivos ,etc, está cheia é de o voto livre e democrático, e às vezes manifestado de forma absolutamente expressiva, legitimar para governar quem não tinha as melhores soluções mas apenas quem teve o engenho e a arte de convencer os eleitores de que as tinha. 
E depois as coisas correm mal, os.problemas não são resolvidos e os países, autarquias, associações, sindicatos, clubes desportivos, etc ,onde isso acontece veêm-se na necessidade de voltarem a escolher quem os dirija muitas das vezes sem os mandatos terem sido cumpridos. 
Como atrás escrevi são fenómenos mais frequentes do que se pensa e estão perante os olhos de todos quantos andem com eles abertos. 
Pelo que mantendo toda o respeito pela legitimidade conferida pelo voto há que sermos, todos, cada vez mais exigentes em relação aqueles a quem o confiamos. 
E essa exigência tem sempre de passar por duas etapas. 
A primeira para avaliar a razoabilidade do que é proposto. 
A segunda para aferir da capacidade de quem propõe ser capaz de cumprir. 
Se for sempre assim certamente que no futuro próximo ou mais distante se evitarão erros bem dispensáveis já que não adianta chorar sobre erros do passado assentes nessa falta de exigência crítica. 
E assim teremos países, autarquias, associações, sindicatos, clubes desportivos, etc, bem melhores!
Depois Falamos.

sexta-feira, junho 05, 2026

Limites

Não tenho qualquer simpatia ou antipatia pelos movimentos LGBTi desde que se cumpra uma regra essencial que é a de não me chatearem ou incomodarem.
Infelizmente tem alguma propensão para isso porque se acham no direito de atirarem à cara do comum dos cidadãos com as suas opções, chamemos-lhes assim, sexuais como se elas tivessem algum interesse para alguém que não os próprios.
São as manifestações nas ruas, as paradas, os dias disto e daquilo, o hastear das suas bandeiras em edifícios públicos e monumentos algo que felizmente o governo proibiu pese embora a lamentável "xico espertice" de alguns autarcas tenha contornado essa proibição.
Em suma numa permanente choraminguice contra a discriminação, algo que nunca ouvi a qualquer heterossexual porque esses não fazem do sexo questão alheia nem andam a atirar com a sua orientação sexual à cara dos outros, mais não fazem do que na verdade exigirem um tratamento e um estatuto de excepção como se todos tivéssemos de nos vergar perante os seus ditames e estados de alma.
Acontece que a arrogância de que usam e abusam e a impunidade de que se acham credores vá-se lá saber porquê, chega a um ponto em que esbarra na própria lei como o que a imagem documenta.
Em que se vê um símbolo nacional emporcalhado pela mistura com uma bandeira que de nacional nada tem.
E isto é crime punível por lei.
E para que os LGBTi não se sintam discriminados, desta vez com razão, espero que a Justiça os faça responder por este ultraje a um símbolo nacional como faria certamente a qualquer outro cidadão que não se abrigasse debaixo de uma bandeira que dá para tudo.
Não tenho, repito, qualquer simpatia ou antipatia pelos movimentos LGBTi.
Mas tem de haver limites para a impunidade e para a arrogância!
E esses limites nada tem a ver com a orientação sexual mas tem tudo a ver com as leis da República porque ao contrário do que alguns parecem pensar não há cidadãos iguais nos direitos e diferentes nos deveres.
Depois Falamos

quinta-feira, junho 04, 2026

Números

Olho com interesse e natural curiosidade para este quadro que na sua simplicidade, e portanto fácil entendimento, mostra de forma muito clara o que tem sido o exponencial crescimento do Chega em eleições legislativas e de André Ventura em eleições presidenciais.
Olho para um partido que em 2019 elegeu apenas um deputado e que apenas seis anos depois se tornou a segunda força parlamentar elegendo sessenta deputados.
Olho para um candidato presidencial que em 2021 foi apenas mais um candidato dos que não passou a uma aliás inexistente segunda volta e em 2026 "forçou" uma segunda volta algo que não acontecia há quarenta anos quando Mário Soares derroutou Freitas do Amaral por curta margem.
Não sou eleitor do Chega.
Nunca fui nem é nada provável que o venha a ser.
Mas não desvalorizo estes números nem a insatisfação de muitos portugueses que permitem que eles tenham esta expressão.
Discordp do Chega em muita coisa mas dou-lhe razão nalgumas e sei que o discurso de André Ventura, essencialmente de André Ventura, é ouvido com agrado e aplauso por muitos portugueses que valorizam o ele dizer em voz alta o que muita gente pensa mas tem receio de dizer.
Não considero o Chega um partido de extrema direita e muito menos um partido fascista mas sim um partido de direita radical que não põe em causa a presença de Portugal na União Europeia nem na NATO porque esse é a posição de partidos totalitários de extrema direita fascista e extrema esquerda comunista. 
Se gosto destes números?
Não, não gosto.
Não por serem obtidos especificamente pelo Chega mas porque traduzem que há muitos portugueses a quem Portugal continua a não dar razões para estarem satisfeitos com o seu país.
Se me preocupam?
Preocupariam bem mais se fossem obtidos pelo PCP , pelo BE ou pelo Livre.
Porque é bem preferível a direita, radical mas democrática, à extrema esquerda totalitária pelo menos para quem gosta de viver num país livre e democrático.
As coisas são o que são.
Depois Falamos. 

Kulusuk, Gronelândia

"Deus" Hathor

Chitas

Debate

Assisti com natural interesses a este debate entre os quatro candidatos à presidência do Vitória.
Ouvi as propostas, acompanhei as pequenas picardias naturais neste tipo de confronto eleitoral, esclareci algumas dúvidas e fiquei com outras que procurarei esclarecer até ao dia das eleições para  poder fazer a minha opção eleitoral possuindo o máximo de informação possível.
Não vou avaliar a prestação de cada um nem sequer pronunciar-me sobre as ideias que apresentaram mas direi, com gosto, que foi um debate civilizado e que em nada envergonhou o Vitória e menos ainda face ao que por vezes se vê noutros clubes.
Haverá mais dois debates que a que também procurarei assistir e apenas lamento que a sport-tv, pelo menos a sport-tv, não tenha também ela enquanto canal desportivo promovido um encontro entre os quatro candidatos.
Assisti a este debate no Facebook do Grupo Santiago e lamento muito, mas parece nada haver a fazer nessa materia porque é algo que se repete continuamente de há anos a esta parte quando há eleições no clube, que uma corja de perfis falsos a par de gente sem qualquer educação nem civismo tenha passado o debate a colocar comentários ofensivos para os candidatos e até para outras pessoas que lá iam comentar de forma bem intencionada e pretendendo enriquecer o debate com as ideias , as sugestões e as dúvidas que legitimamente expressavam.
Não sei se essa corja de idiotas é sequer associada e adepta do Vitória ou se é apenas gente que se entretem a exibir a sua estupidez.
Mas nalguns casos se são adeptos do Vitória há que dizer que mais valia não serem porque são gente que não faz falta nenhuma ao clube e que estão lá a mais face à baixeza dos comportamentos evidenciados.
O Vitória não é aquilo!
Há quatro candidaturas, quatro programas, quatro candidatos a presidente.
Cada um é obviamente livre de apoiar quem muito bem quiser mas que o faça com pleno respeito por todos porque  todos estão a prestar um serviço ao Vitória aceitando candidatarem-se num cenário tão complexo.
Não ignorando nem desvalorizando o facto de nessa situação complexa existirem dois candidatos sem qualquer responsabilidade nisso e outros dois com responsabilidades na matéria embora em graus muito diferentes.
Mas isso, como aliás  tudo o resto de  programas a listas, é um factor a que cada eleitor dará a ponderação que entender.
Definitivamente é tempo de nos convencermos que os nossos adversários, às vezes inimigos, estão fora do clube porque dentro apenas podem e devem estar aqueles que querem o sucesso doVitória com o inalienável direito de para esse sucesso preconizarem caminhos e opções diferentes.
A diversidade de opiniões e a vivacidade associativa tem de nos enriquecer e não ser um factor de enfraquecimento como tem acontecido nos últimos anos.
E talvez o primeiro e maior desafio para o próximo presidente do Vitória vencer seja o de saber unir a massa associativa e acabar com já demasiados anos de divisões.
Ganhe quem ganhar e se o vier a conseguir terá prestado um extraordinário serviço ao Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

quarta-feira, junho 03, 2026

Greve Geral

O país está hoje perante mais uma greve geral convocada pelo CGTP e que como as anteriores não é previsível que tenha sucesso.
Desta vez o pretexto é o pacote laboral mas podia ser outro qualquer porque sempre que há um governo liderado pelo PSD a central sindical, que não passa de uma correia de trasnmissão do quase extinto PCP, arranja sempre motivo para uma greve geral na tentativa de obstaculizar qualquer reforma que o governo queira fazer.
Mais que não seja para tentar justificar para que servem dirigentes sindicais que não trabalham nas suas profissões (nalguns casos há muitos anos como aquele "professor" da Fenprof já aposentado e que durante trinta anos não deu uma aula) mas vivem do sindicalismo e das cotas dos associados dos sindicatos.
Porque para lá do estafado e demagógico "ganhar mais e trabalhar menos", que é a cassete com cinquenta anos que se ouve em todas as greves, nunca da CGTP se ouviu uma palavra sobre produtividade (cujo aumento é a única forma de a sempresas poderem pagar mais), sobre a importância do trabalho e das empresas, sobre a responsabilidade social que os trabalhadores também tem perante as empresas e não apenas as empresas perante quem nelas trabalha.
Para a CGTP, fossilizada no tempo tal como o único patrão de que gosta (o "seu" PCP) , o mundo ainda vive na luta de classes de finais do século XIX e primeira metade do séulo XX e todos os trabalhadores são uns oprimidos e todos os patrões uns exploradores que tem de ser combatidos de preferência até as suas empresas falirem.
A greve geral de hoje vai ser um fracasso como outras também o foram porque os trabalhadores estão cada vez mais fartos de serem utilizados em estratégias que não são suas e que em nada defendem os seus interesses.
E se é verdade que o pacote laboral , ainda em apreciação no parlamento onde até pode nem ser aprovado porque o governo não tem maioria, merece discussão para isso é preciso que todos o queiram discutir de espirito aberto e com postura construtiva e não levar para essa discussão posições radicalizadas e de uma rigidez inultrapassável como sempre acontece com a CGTP quando os governos são de centro direita,
E nessa matéria a UGT também fica amiúde, como hoje por exemplo, mal na fotografia porque também ela às vezes parece uma correia de transmissão só que do PS.
Em suma maus uma greve geral em véspera de um feriado e com uma "ponte "logo a seguir o que demonstra bem o tipo de sindicalismo que se faz neste país.
O sindicalismo da malandrice.
Depois Falamos.

Nota: Logo num telejornal das oito da manhã vi um directo da Autoeuropa em que um dirigente sindical da CGTP, façanhudo e mal encarado, debitava a cassete do costume alheio(?) à realidade de estar a falar de uma empresa que é maior do país e onde as condições laborais são superiores à média nacional.
E " brincar" coma  Autoeuropa é brincar com o fogo.
Algo de que só os incendiários gostam!

terça-feira, junho 02, 2026

Princesa

Não sou, nunca fui, nem nunca serei monárquico.
Porque embora reconheça o papel extraordinário que muitos reis desempenharam na História dos respectivos países e muito em especial de Portugal, tendo até a honra de ser conterrâneo do maior de todos eles -D. Afonso Henriques- sem o qual nem Portugal haveria , a verdade é que não aceito que alguém já nasça com privilégios especiais como o de ser Chefe de Estado.
Acredito firmemente que todos os seres humanos devem ter direitos e deveres iguais e a monarquia é o contrário disso.
O que não obsta a que reconheça com admiração a forma extraordinária como em Espanha a princesa das Astúrias , a exemplo do que já acontecera com o seu pai o rei Filipe VI, está a ser preparada para um dia ser raínha e chefe do Estado espanhol.
Uma formação rigorosa, intensa, extremamente exigente em que para lá da formação académica em ciência política a princesa teve também formação militar nos três ramos das forças armadas estando hoje perfeitamente habilitada a tripular um "caça" e sendo o primeiro membro da família real a tirar o curso de paraquedismo.
Se Leonor vai ser uma boa raínha, ou sequer se vai ser raínha, apenas o futuro o dirá.
Mas que está a ser adequadamente preparada para isso não há qualquer dúvida e essa é a vantagem dos estados monárquicos sobre os estados republicanos.
Porque preparam durante longos anos ( Carlos III de Inglaterra até foram anos em excesso mas Isabel II foi uma extraordinária raínha quer na função quer no tempo em que reinou) os seus chefes de estado enquanto nas repúblicas os presidentes muitas vezes sem qualquer habilitação especial para a função limitam-se a ser aqueles que estavam no lugar certo na hora certa e que proferindo meia dúzia de banalidades e lugares comuns convencem os eleitores de uma predestinação que nunca existiu.
De que António José Seguro é o mais recente dos exemplos.
Depois Falamos.

Monte Isola, Itália

Raposa