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terça-feira, maio 26, 2026

Seleção

Sou um entusiasta convicto da seleção nacional.
De todas as seleções nacionais mas muito em especial da de futebol como será fácil de compreender.
Tinha uns cinco ou seis anos quando a vi jogar pela primeira vez ao vivo, nas Antas num Portugal x Brasil em que jogaram Eusébio e Pelé, e desde aí já a vi jogar em muitos estádios deste pais e naturalmente muito mais vezes na televisão.
Para lá do Vitória é a unica equipa que apoio sem reservas e cujos jogos não perco independentemente de quem jogue de que clube provenha.
Há jogadores que não gosto nada de ver nos clubes mas quando vestem a camisola de todos nós passo a defende-los com unhas e dentes porque estão a representar o meu país e isso é algo a que dou muito valor.
Vibro com os triunfos, fico triste com as derrotas, festejei exuberantemente o Euro 2016 e as duas ligas das nações que vencemos e vi com enorme desânimo as derrotas que nos impediram de chegar à final de europeus e mundiais.
Para já não falar daquele horror de 2004 em que depois de fazermos bem feito tudo que havia para fazer falhamos no que parecia menos difícil.
Nem sempre estou de acordo (mas alguém está?) com as opções dos selecionadores em termos de convocatórias, equipas titulares e substituições, mas percebo que se nos clubes já é difícil quando se tem à disposição naipes de jogadores  tão valiosos como Portugal tem torna-se difícil obter consensos porque sendo chamados vinte e seis (como agora para o Mundial) há mais uma dúzia que também podiam ter sido opção.
É claro que todos temos favoritos.
Os meus principais, durante estas décadas, foram Eusébio e Figo e continua a ser Cristiano Ronaldo.
Mas vi sempre com grande alegria a chamada de jogadores do Vitória à seleção por  constituirem para mim um capítulo à parte.
Desde António Mendes ( cuja estreia vi pela televisão) que foi o primeiro de sempre até Jota Silva, o último até à data, passando por ilustres nomes como Manuel Pinto, Joaquim Jorge, Abreu, Romeu, Rui Rodrigues, Laureta, Jesus, Costeado, Carvalho, Nascimento, Adão, Miguel, Neno, Pedro Barbosa, Vitor Paneira, Pedro Mendes, Nuno Assis, Pedro Espinha, Capucho, André André entre outros.
Tudo isto para concluir o seguinte.
Jogue quem jogar é Portugal que joga.
Roberto Martinez fez as suas opções e gostemos ou não são estes os jogadores que vão representar Portugal no Mundial de 2026.
Pelo que continuar a discutir nomes, defender que vai este e devia ir aquele, pôr a preferência clubística como factor de escolha e razão de crítica é, sinceramente, fazer um inútil exercício de egocentrismo em vez de dar o apoio total aqueles que vão jogar com a nossa camisola e fazer tudo quanto lhes seja possível para Portugal fazer um grande Mundial.
Por mim o tempo de discussão acabou.
Os 26 ou 27 selecionados são os melhores 26 ou 27 que podiam ser escolhidos.
Vamos lá Portugal.
Depois Falamos.

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