quarta-feira, maio 21, 2025

Farol do cabo Arkona, Alemanha

Convocatória

As opções de Roberto Martinez foram dentro do esperado confirmando-se que jogadores como António Silva e João Félix tem lugar cativo independentemente do que façam nas respectivas equipas. 
A chamada de Rodrigo Mora merece destaque pela idade e por ser absolutamente justa face às grandes exibições dos últimos meses. 
Gostando-se mais ou menos das opções são estes que vão representar Portugal e por isso merecem , como sempre, total apoio.
Depois Falamos.

segunda-feira, maio 19, 2025

Poesia


Há uma justiça poética nisto. 
Os que o fundaram estiveram presentes no afundamento. 
Cumpriram a sua missão histórica ajudando a fechar um ciclo que não deixa qualquer saudade. 
E mais remotamente é giro ver o BE com a mesma representação parlamentar do seu "avô" UDP.
Depois Falamos.

Melhor

A AD não podia ter desejado melhor líder do PS para vencer claramente as eleições. 
Nele tudo foi errado. 
A postura, o discurso, a estratégia. 
O seu horrível discurso na noite eleitoral foi apenas o corolário de uma liderança falhada. 
Venha outro. 
Facilmente será melhor.
Depois Falamos.

Lockhead Sr-71

Farol de Portland, Maine, EU

Oslofjord, Oslo, Noruega

Eleições

O povo falou!
De forma livre e democrática fez as escolhas que muito bem entendeu.
Não há votos bons e votos maus, votos melhores e votos piores, votos inteligentes e votos estúpidos, votos esclarecidos e votos ignorantes.
Há votos!
Que traduzem a vontade do povo e tem de ser respeitados por todos incluindo aqueles cuja arrogância e presunção os fazem sentir-se seres superiores quando não passam de criaturas patéticas.
E o que nos dizem os votos do povo?
Confiança em quem governa, rejeição de campanhas negras como as protagonizadas nos últimos meses, absoluta falta de confiança em soluções de esquerda e em partidos radicalizados como o PS do agora demissionário Pedro Nuno Santos.
E traduzem também uma enorme vitória de Luís Montenegro!
Detalhando.
AD: Venceu claramente, aumentou em dez o número de deputados  (tinha mais 2 deputados que o PS e agora tem mais 31) e teve mais 140.000 votos, atenuou substancialmente mas não resolveu aritmeticamente o problema da estabilidade. É de crer que com uma liderança moderada no PS tenha condições para cumprir a legislatura.
PS: Teve o seu terceiro pior resultado de sempre, Perdeu 360.000 votos e 19 deputados, venceu apenas num distrito (Évora) e por pouco e falhou totalmente na estratégia e no discurso. A radicalização empreendida por Pedro Nuno Santos e a sua direção foi um fracasso total. Tem que mudar de vida.
Chega: É um dos vencedores da noite mesmo dando de barato que dizia querer vencer as eleições. Aumentou votos, aumentou em 20% o número de deputados, venceu em quatro distritos ( Setúbal, Beja, Faro e Portalegre) e ficou em segundo lugar em vários outros como Viana, Viseu, Santarém e Évora por exemplo. Com os resultados da emigração é provável que seja o segundo grupo parlamentar o que é notável para um partido que em 2019 elegeu um deputado, em 2022 elegeu doze e o ano passado cinquenta. As suas principais bandeiras - segurança, imigração, luta contra a corrupção e ciganos- continuam a merecer uma resposta positiva dos eleitores sinal que esses problemas não estão resolvidos.
IL: Cresceu 18.000 votos e elegeu mais um deputado mas ficou aquém dos objectivos e transmite a imagem de alguma estagnação. É um pequeno vencedor da noite eleitoral mas o seu eventual contributo para um governo de maioria não será suficiente. 
Livre: Cresceu dois deputados e 50.000 votos e à esquerda é o único com razões para alguma satisfação. Ajudou a aniquilar o BE, sozinho tem tantos deputados como PCP, BE, PAN e JPP juntos mas para lá dos seus discursos delirantes e desligados da realidade pouco mais poderá fazer num parlamento em que a esquerda é mais que minoritária.
CDU: Perdeu 20.000 votos e um deputado, tem o menor grupo parlamentar de sempre, continua no rumo da extinção mas como de costume fez de conta que não perrcebeu nada a avaliar pelo discurso de ontem á noite.
BE: A seguir ao PS é o grande derrotado da noite. Perdeu 150.000 votos, quatro dos cinco deputados e viu o Livre ocupar o espaço que desde 1999 vinha sendo o seu. Também caminha para a extinção mas a avaliar pelo discurso alucinado da sua líder também não percebeu o resultado de ontem. Ao contrario da CDU que percebeu mas faz de conta que não o BE não percebeu mesmo!
PAN: Perdeu 37.000 votos mas conservou a reprssentação parlamentar mais uma vez "in extremis". Nunca serviu para nada e assim vai continuar a ser.
JPP: Teve 20.000 votos no país, onde concorreu apenas em meia duzia de circulos, e elegeu um deputado. É uma das originalidades do nosso sistema eleitoral mas as regras são assim para todos desde sempre. Na noite eleitoral o eleito disse que com eles no parlamento nada ficaria como dantes o que parece indiciar que se uns não perceberam o resultado eleitoral estes não percebem o que é o parlamento nacional.
Algumas notas finais que posteriormente talvez mereçam textos próprios.
Os resultados eleitorais permitem que centro e direita tenham mais dos dois terços necessários a fazer uma revisão constitucional. É uma oportunidade imperdível de modernizar a constituição em vários aspectos e varrer para o caixote do lixo da História aquele preambulo do "rumo ao socialismo".
Sendo desejável, mas não indispensável, que para lá dos dois terços garantidos também o PS seja parceiro activo dessa revisão.
Não foi apenas a esquerda e a extrema esquerda que perderam. Ana Gomes, Daniel Oliveira, Pedro Marques Lopes, Anabela Neves, Miguel Prata Roque, Paulo Baldaia, Margarida Davim, Mafalda Anjos, entre outros que disfarçados de comentadores não passaram de comissãrios políticos dos seus partidos também foram amplamente derrotados. Uma boa oportunidade para as televisões arejarem os seus espaços de comentário.
O actual sistema eleitoral está gasto em vários aspectos sendo o mais grave as centenas de milhares de votos perdidos porque não elegem deputados dando a muitos eleitores a noção real de que os seus votos para pouco ou nada servem. A revisão constitucional poderá ser uma boa altura de o rever.
Não gosto, de há muito, do modelo das noites eleitorais nas sedes partidárias. Em que depois dos líderes discursarem os jornalistas tem de fazer as perguntas do meio dos apoiantes sujeitos a vaias e pressões. Seria desejável que no futuro houvesse outro modelo que garantisse que as conferências de imprensa fossem apenas para a imprensa.
Em suma os dados estão lançados e o novo mapa político do país é este.
Centro e direita claramente maioritários (156 deputados) e esquerda extrema esquerda reduzidos a uma posição subalterna (70, aqui incluindo o JPP face ao que tem sido o seu posicionamento na Madeira) a que não estavam nada habituados.
Mas como diria um dos responsáveis deste declinio da esquerda, por mais que lá longe assobie para o ar, "habituem-se" !
Os resultados dos circulos da emigraçao em pouco alterarão este panorama aritmético mas decidirão, e essa não é questão menor, se o segundo maior grupo parlamentar é o do Chega ou o do PS.
Ou seja se o líder da oposição será André Ventura ou o novo secretário geral  socialista.
Dia 28 de saberá.
Depois Falamos.

domingo, maio 18, 2025

Vitória

Como previsto a AD venceu as eleições. 
Falta agora saber a dimensão dessa vitória e como será possível um governo estável para quatro anos. Assunto para mais tarde. 
Uma coisa é certa. 
O centro e a direita obtiveram um resultado esmagador enquanto a esquerda e a extrema esquerda tiveram uma das maiores derrotas de sempre. 
E isso é excelente.
Depois Falamos.

Magia

Quando a ditadura dos mais ricos, mais influentes, mais fortes, mais mediáticos, parece ditar leis com cada vez maior frequência a magia própria do futebol traz boas surpresas. 
Ontem foi um desses dias e a dobrar ainda por cima. 
Em Portugal a final da taça de futebol feminino opunha o campeão Benfica a um Torreense que nunca tinha disputado uma final. 
O Benfica esteve muito tempo à frente no marcador mas o Torrense empatou a poucos segundos do final do tempo regulamentar e marcou o golo do triunfo a poucos segundos do final do prolongamento sagrando-se justo vencedor do troféu. 
Em Inglaterra a final da taça, talvez a mais clássica prova do futebol mundial, opunha o poderoso Manchester City ao histórico Crystal Palace que em 120 anos de vida nunca tinha vencido uma taça de Inglaterra. 
Venceu esta!
E assim Torreense e Crystal Palace fizeram prova de que ainda há magia no futebol.
Depois Falamos.

sábado, maio 17, 2025

Odda, Noruega

Londres

Farol Ponce de Leon, Florida, EUA

Campeão

O Sporting é um justo campeão nacional.
Não tendo o melhor plantel teve consistentemente a melhor equipa e liderou a prova de forma insofismável durante praticamente toda a época.
E, é claro, teve aquele que foi de longe o melhor jogador do campeonato - Viktor Gyokeres -  que desequilibrou a prova a favor da sua equipa com grande exibições e dezenas e dezenas de golos que poderão fazer dele o "bota de ouro" europeu.
Teve ainda a capacidade de superar infortúnios como a saída de Ruben Amorim, o monumental equívoco que foi João Pereira depois bem colmatado com a contratação de Rui Borges e várias lesões em jogadores importantes  em que merece realce a de Pedro Gonçalves, o jogador mais decisivo a seguir a Gyokeres, que esteve ausente cinco meses e que tanta falta fez.
Com ele a jogar sempre provavelmente o campeonato já estaria decidido há algumas semanas.
Com este triunfo o Sporting conseguiu um bicampeonato que lhe fugia há setenta anos e acredito que agora o desafio do tri será a sua grande prioridade mesmo sabendo que terá de encontrar substituto (e não vai ser nada fácil) para Gyokeres que seguramente demandará outras paragens por muitos milhões de euros.
Mas isso é problema que compete aos dirigentes da sad leonina resolverem.
Para já há que reconhecer a justiça do seu triunfo e felicitar o Sporting por esta conquista.
Depois Falamos.

Palerma

Só o ser filho daquele pai explica o palco televisivo. 
Porque como comentador não presta e como democrata deixa muito a desejar tal a falta de respeito pelos eleitores em democracia. 
Um palerma em suma!
Depois Falamos.