
terça-feira, outubro 08, 2019
segunda-feira, outubro 07, 2019
Eleições

Se há algo que mais de 40 anos de vida política me ensinaram é não reagir a "quente" a resultados eleitorais.
Quer favoráveis quer desfavoráveis.
De resto nessa matéria o país já viu esta noite sobejas demonstrações de quem não sabe ganhar e de quem ainda não percebeu que... perdeu.
Por isso prefiro ficar por outro registo. Agradecendo em primeiro lugar a Pedro Santana Lopes pela confiança demonstrada ao longo deste ano de vida do Aliança e pelo honroso convite para liderar a lista de Braga.
Tenho muita pena de não ter podido contribuir com outro resultado para o todo nacional da Aliança. Agradecer ao Carlos Vaz, mandatário distrital, à Custódia Magalhaes que foi uma excelente directora de campanha num cenário bem difícil e ao Rui Miguel Ribeiro que escreveu o programa para o distrito. Agradecer aos membros da lista que deram o seu contributo e não negaram empenho e esforço. Agradecer aos eleitores do distrito que acreditaram nas nossas propostas e nas pessoas que se propunham levá-las ao parlamento.
O resultado ficou muito aquém das nossas expectativas mas essa análise fica para mais tarde.
A "frio".
Para já direi apenas que fizemos uma campanha de esclarecimento, com enorme respeito por todos os adversários, na qual realizamos mais de cem acções pelos catorze concelhos do distrito nas quais apresentamos um conjunto de ideias e propostas cuja oportunidade e validade não são minimamente afectadas pelos resultados eleitorais.
O povo decidiu e há que aceitar democraticamente a sua decisão.
Sem prejuízo de considerar que no distrito de Braga e em Portugal a Aliança merecia muito melhor resultado.
Mas estamos em tempo de "modas" e não de Causas!
domingo, outubro 06, 2019
sábado, outubro 05, 2019
Casca Grossa

Já se sabe que para lá de falar correctamente a língua portuguesa o primeiro.ministro António Costa tem algumas outras lacunas de formação bem conhecidas.
Dificuldades com a Ética, desencontros com a Verdade, rejeição ao fair play e às boas maneiras, fragilidade do verniz democrático, tendência para a grosseria quando contrariado, insolência com quem dele discorda.
Ontem descobriu-se mais uma.
Agressividade descontrolada perante quem lhe lembra coisas de que não gosta!
Porque as palavras que o cidadão lhe dirigiu, que não foram insultuosas nem provocadoras ao contrário do que atabalhoadamente quis fazer passar mas apenas recordavam um terrível falhanço do Estado perante os seus cidadãos, não justificavam em circunstância alguma aquela reacção mais própria de uma desordem num tasco do que admissível em alguém que é primeiro ministro de um país e tem de democraticamente aceitar que haja quem discorde dele.
Mas quando se pensa que Costa bateu no fundo ele ainda consegue ser pior do que se supõe.
Porque passado o incidente, e sendo expectável que o estado de exaltação não fosse perpétuo, seria de esperar que caindo António Costa em si fizesse de imediato o que qualquer pessoa decente faria e que era pedir desculpa ao cidadão que tão miseravelmente tinha tratado.
Qual quê!
Em vez de assumir a responsabilidade no acontecido e pedir desculpa o primeiro ministro decidiu, cobardemente, arranjar uma inventona e atirar as culpar para cima de terceiros tentando transformar o seu acto de má educação num facto de campanha ao qual pudesse ir buscar os votos daqueles que acreditassem na patranha.
Um vergonha.
E uma indignidade que noutro país, com outra opinião pública, lhe custaria as eleições do próximo domingo.
Mas estamos em Portugal.
E por isso a única consequência do acontecido, para além da reacção frouxa de quem devia ter reagido duramente, foi assistirmos ao inenarrável espectáculo de alguns lacaios de Costa virem para a comunicação social e para as redes sociais secundarem a cobarde teoria do chefe sobre a inventona pensando que em termos de parvoíce seremos todos iguais a eles.
Não somos todos.
Mas infelizmente ainda há quem seja.
Depois Falamos.
Fado...

Lineker dizia que "futebol são onze contra onze e no fim ganham os alemães!".
E o que se viu na passada quinta feira no estádio D.Afonso Henriques não andou muito longe disso em boa verdade.
O Vitória fez uma bela exibição, criou oportunidades de marcar (entre elas uma bola no poste por Bonatini) em razoável número mas não foi eficaz na hora de concretizar e por isso perdeu um jogo que podia perfeitamente ter vencido.
Os alemães com a frieza que lhes é característica souberam suportar a superioridade vitoriana em largos períodos do jogo e depois aproveitaram um lance de bola parada (dá que pensar o número de golos que o Vitória sofre nesse tipo de lance) para fazerem o golo solitário que decidiu o jogo e ainda viram, no segundo período, Miguel Silva negar-lhes o aumento do marcador com defesas de excelente nível.
Segundo jogo na fase de grupos a corresponder a segunda derrota mas com o Vitória a deixar uma excelente imagem e a mostrar que ainda pode discutir o apuramento se os seus níveis de eficácia melhorarem de forma clara.
Em termos individuais destacaram-se Miguel Silva, Sacko, Mikel e Lucas Evangelista numa equipa que esteve globalmente bem.
Venha o Arsenal.
Depois Falamos
quinta-feira, outubro 03, 2019
Diogo Freitas do Amaral

Diogo Freitas do Amaral, hoje desaparecido, foi um dos fundadores do CDS (e seu primeiro líder) e também é considerado um dos "pais" fundadores da democracia portuguesa pelo papel que desempenhou a seguir ao 25 de Abril.
Num tempo muito difícil para os partidos não marxistas, nomeadamente o seu CDS e o PPD de Francisco Sá Carneiro ( o PS de Mário Soares proclamava-se de marxista !) , ajudou a estabilizar um regime que sem os centristas ficaria perigosamente inclinado à esquerda dado que a enorme maioria dos partidos existentes eram de esquerda e extrema esquerda.
Participou ao lado de Francisco Sá Carneiro e de Gonçalo Ribeiro Teles na AD (Aliança Democrática) de boa memória que conseguiu as duas primeiras vitórias eleitorais em legislativas de uma força política não socialista e que se veria gravemente abalada pelo atentado de Camarate e que nunca viria a recuperar das perdas de Sá Carneiro e Amaro da Costa.
Em 1986 foi protagonista, ao lado de Mário Soares, das mais disputadas eleições presidenciais de sempre que viria a perder por curta diferença mas nas quais se provou que o centro direita podia ser maioritário no país como Aníbal Cavaco Silva e o PSD viriam a provar no ano seguinte.
Desde essas eleições, e falhada uma nova passagem pela liderança do CDS onde não viria a conseguir resultados comparáveis com os do passado, Freitas do Amaral iniciou um trajecto de aproximação à esquerda e ao PS que culminaria com o ter sido ministro dos negócios estrangeiros do primeiro governo de José Sócrates.
Sem que episodicamente não se juntasse à sua antiga área política como o fez, por exemplo, nas candidaturas presidenciais de Cavaco Silva.
Dele fica a imagem de um dos políticos mais marcantes do regime democrático, a par de uma excepcional carreira como professor universitário de Direito (com vasta obra publicada), e ainda percursos como escritor, romancista e historiador.
Depois Falamos.
quarta-feira, outubro 02, 2019
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