
quinta-feira, setembro 12, 2019
terça-feira, setembro 10, 2019
Pluralismo

Dando de barato que a velha máxima “A democracia é o pior regime
exceptuando todos os outros” há que
reconhecer que pese embora os primeiros sistemas democráticos remontem, no
mínimo, à Grécia Antiga a verdade é que
não há Democracias perfeitas pelo que todas elas estão em continuo
aperfeiçoamento e consolidação.
E isso é válido para democracias recentes, para democracias de “meia
idade” e para as mais antigas como a inglesa ou a norte americana que não são
nunca consideras como democracias perfeitas.
Naturalmente que quando se fala da democracia em Portugal, na sua “meia
idade” de quarenta e cinco anos , reconhece-se sem dificuldade que o seu
processo de aperfeiçoamento ainda necessita de fazer um caminho de razoável
dimensão até se poder comparar a outras democracias que em comparação com a nossa são exemplares.
Quero hoje referir-me, muito em especial, à questão do pluralismo
informativo que é um dos pilares em que assenta a Democracia dado pressupor
igualdade de tratamento e igualdade de oportunidades para todos quanto coexistem
no palco político e se candidatam a diferentes eleições.
E nessa matéria há duas verdades, duras como punhos, que ninguém pode
negar:
Uma é que esse pluralismo informativo não existe em consonância com o
que deve ser uma democracia avançada.
E a outra é que ninguém como a Aliança, pese embora o seu curto tempo
de vida, tem denunciado com tanto vigor e acções práticas essa falta de
pluralismo da comunicação social nacional.
Fê-lo aquando das eleições europeias, nomeadamente quando as
televisões promoveram debates entre
candidatos de “primeira” e outros entre candidatos de “segunda” (na perspectiva
delas, televisões, como é evidente), e está a fazê-lo novamente na actualidade
quando as televisões, uma vez mais, promovem debates entre partidos com
representação parlamentar como se resultados de eleições passadas significassem
automaticamente resultados de eleições futuras e decidindo ditatorialmente quem
são os partidos que tem acesso aos debates televisivos e os outros a que quase
por caridade vão dando minímos de cobertura.
E a tudo isto a Aliança tem dito não!
Em declarações do Presidente e de outros dirigentes, em artigos de
opinião, em comunicados e até na simbólica “ocupação” da Entidade Reguladora
para a Comunicação Social (ERC) protestando
contra uma “regulação” que de facto não existe porque a comunicação social, a
seu bel prazer, trata uns como filhos e outros como enteados.
Esta luta pelo pluralismo, pela igualdade de oportunidades, pelo fim
dos privilégios dos partidos do “sistema” é também um combate pela Democracia
no sentido de a tornar mais perfeita e mais capaz de corresponder às aspirações
dos portugueses e é um combate que devia ser acompanhado firmemente por outras
forças políticas sempre muito prontas a pedirem mais democracia quando
consideram não estar “servidas” mas a quem algumas “migalhas” caídas da mesa de
quem manda na comunicação rapidamente calam.
Estamos convictos da nossa razão.
Da razão de quem não se conforma com injustiças, com desigualdades,
com privilégios absurdos, com favoritismos que falseiam a verdade, com a tal
lógica dos filhos e dos enteados que serve alguns mas não serve todos como
mandam as regras da Democracia.
E por isso a Aliança vai continuar a exigir mais pluralismo, mais
igualdade de oportunidades, critérios mais justos, acesso de todos os partidos
que concorrem a eleições a debates televisivos sem diferenciação em função de
resultados passados que não passam de meros
dados estatísticos.
Aliás, e a fazer fé nas sondagens que por aí andam, há resultados de
2015 que hoje parecem ser absolutamente irrepetíveis na sua expressão pese
embora o autismo com que alguns olham para esses estudos de opinião de há
meses a esta parte.
A Aliança continuará, sem desfalecimentos, a luta por mais democracia
e melhor democracia.
Sabendo que os seus adversários são os partidos da geringonça (PS, BE,
PCP, PEV) e aqueles que nas extremidades
do sistema político defendem ideias e valores que não são os nossos nem sequer
os comummente aceites e defendidos em democracias mais perfeitas do que as
nossas.
Os restantes partidos da área não socialista, que perfilham Valores
idênticos aos nossos, são olhados com respeito e não como adversários que
importa atacar a qualquer preço na mais absoluta confusão sobre quem são os
verdadeiros adversários e quem são aqueles com quem depois das eleições haverá
forçosamente que conversar sob pena da
área não socialista caminhar para uma irrelevância política que desequilibre
por muitos anos o sistema político.
P.S. Numa reflexão mais pessoal, e que até pode parecer nada ter a ver
com tudo isto...mas tem, vem-me à memória um filme de enorme qualidade- “O
Advogado do Diabo”- em que o genial Al Pacino no papel de diabo diz a certa
altura que o seu pecado preferido (por ser o que mais depressa leva à perda de
almas) é a vaidade.
Velho pecado que não cessa de assomar onde menos se espera.
Ou se calhar nem é tão inesperado assim...segunda-feira, setembro 09, 2019
Farsa

Foi já há alguns dias que a mais desprestigiada competição do futebol profissional português teve o sorteio de mais uma edição com o acasalamento dos clubes participantes em quatro grupos "capitaneados" pelos quatro primeiros classificados da anterior edição do campeonato.
Pessoalmente entendo, desde há muito, que é uma competição sem interesse porque a forma como está estruturada é de molde a favorecer claramente os três do costume mais o clube que tenha a ventura de se classificar em quarto lugar fazendo de todos os outros (quase) comparsas de uma festa que não é para eles.
É verdade que clubes que não são "clientes" habituais do quarto lugar, como Vitória Futebol Clube e Moreirense, já venceram a prova mas mais não são do que a excepção que confirma uma regra assente em triunfos de Benfica,Porto e Sporting e por uma vez do Braga que tem sido nos últimos anos o mais assíduo "cliente do quarto lugar.
E regulamentos que não são iguais para todos, que favorecem uns poucos em detrimento de muitos, tornam a prova despida de interesse porque a verdade desportiva não se compadece com estas habilidades únicas do nosso futebol.
Nesta edição o Vitória calhou no grupo em que estão Benfica, Vitória Futebol Clube e Sporting da Covilhã cabendo ao clube vimaranense jogar na Luz e no Bonfim recebendo o Covilhã no D. Afonso Henriques o que parece apontar para um apuramento do Benfica (como a Liga tanto aprecia) com maior ou menor dificuldade rumo a uma meia final com o Porto (previsivelmente) o que Liga e patrocinadores muito gostarão.
Por isso entendo, esta época como em anteriores, que o Vitória envolvido em frentes bem mais importantes ( Liga, Taça de Portugal e Liga Europa) deve aproveitar esta competição para rodar jogadores menos utilizados e dar, até, oportunidades a jogadores da B para aparecerem na primeira equipa.
Porque levar esta competição a sério é colabora numa farsa acima da qual o Vitória se deve posicionar de forma clara.
Depois Falamos.
domingo, setembro 08, 2019
Enfim...

Quarto jogo do campeonato, este muito depois do que devia ter sido, e terceiro empate por 1-1 para um Vitória que joga bem, domina os jogos mas depois remata muito mal e por isso perde pontos que merecia ganhar.
Assim aconteceu uma vez mais na partida de hoje.
Onde, contudo, as atenuantes para o insucesso relativo são mais que muitas e vão desde os quinze jogadores(!!!) impossibilitados de alinhar ( alguns por regulamentos ridículos que ninguém parece ter lido antes de os votar nas AG da Liga) até ao absurdo de ficarem centenas de adeptos vitorianos à porta do estádio com centenas de lugares vazios lá dentro com tudo isso a penalizar o Vitória que não tinha qualquer responsabilidade no adiamento do jogo.
Incompreensível!
Quanto ao jogo propriamente dito clara superioridade vitoriana, mesmo com uma convocatória feita com os jogadores disponíveis da equipa A e alguns chamados da equipa B, mas uma falta de habilidade na hora do remate que impediu aquilo que devia ter sido uma vitória tranquila e mais que merecida.
Duas notas finais para destacar o primeiro golo de André Almeida ao serviço da equipa A e a cada vez mais incompreensível gestão de guarda redes feita por Ivo Vieira.
Sinceramente não percebo o que pretende com esta alteração constante de guarda redes titular.
Sábado, frente ao Aves, há que começar a ganhar.
Depois Falamos.
quinta-feira, setembro 05, 2019
quarta-feira, setembro 04, 2019
Prejuízos

O Vitória não tem qualquer responsabilidade no adiamento do jogo da primeira jornada, face ao Rio Ave, por razões que se prenderam com a falta de segurança de uma bancada do estádio vila condense.
Não tem responsabilidade mas é o grande prejudicado!
Desde logo porque milhares de adeptos seus se viram impedidos de assistirem ao jogo de 11 de Agosto e agora grande parte deles também não poderá estar porque não há lugares na única bancada disponível.
Depois porque se vê impossibilitado de contar com 15(!!!) jogadores para o jogo de domingo por razões diversas mas que convergem nas dificuldades que Ivo Vieira terá para fazer a convocatória para o jogo.
Uns porque estão ao serviço das respectivas selecções.
Outros porque se lesionaram (Joseph e Musrati) neste período de tempo.
Outros ainda porque a 11 de Agosto não estavam inscritos e portanto não poderiam fazer parte da ficha desse jogo como são os casos de Bruno Duarte, Lucas Evangelista, Leo Bonatini e Marcus Edwards.
E depois o estranho caso dos castigados a merecer reflexão.
Rochinha que não podia jogar a 11 de Agosto, porque tinha sido expulso na semana anterior no jogo da taça da liga com o Feirense, continua a não poder jogar por essa razão.
Davidson e Tapsoba que a 11 de Agosto estavam disponíveis para alinhar não o estão agora porque foram suspensos na sequências das expulsões no Dragão.
Ou seja nem pode jogar o que estava castigado na altura nem os que foram castigados agora!
Há qualquer coisa nestes regulamentos do nosso futebol que não batem nada certo.
Certo , certo só uma coisa; o Vitória ,sem ter qualquer culpa no sucedido, é largamente prejudicado em todo este processo.
O que, em bom rigor, nem é novidade.
Depois Falamos
terça-feira, setembro 03, 2019
Só em Portugal...

O futebol português, mesmo para aqueles que por ele se interessam e fazem por o seguir com toda a atenção, está cada vez mais difícil de perceber e de aceitar face a tudo que vai vendo de norte a sul e de este a oeste.
Três exemplos ilustrativos do que acabo de escrever.
O pobre campeonato que vamos tendo, especialmente pobre na verdade
desportiva, ainda vai na quarta jornada e com um jogo (adiante falaremos dele)
adiado da primeira jornada pelo que nem se pode falar em quatro jornadas
completas.
Pois a verdade é que mesmo com elas incompletas já vamos na segunda
mudança de treinador com as saídas dos técnicos de Paços de Ferreira e Sporting
numa altura em que nada está ,evidentemente, decidido seja em que perspectiva
for.
O caso de Marcel Keizer é especialmente incompreensível.
Porque ganhou dois troféus na época passada, porque teve um defeso
horrível em que a sua entidade patronal tudo fez (e conseguiu) para se livrar
de um dos melhores jogadores do plantel que, ainda por cima, garantia golos em
número muito satisfatório.
Com essa turbulência, mais a de Bruno Fernandes que vai durar (muito
se engana quem pensar o contrário) , a verdade é que na passada semana o
Sporting liderava o campeonato ex aequo com o Famalicão.
No fim de semana depois de uma derrota sui generis, com três golos
sofridos na sequência de penáltis cometidos pelo mesmo atleta, o treinador é
sumariamente despedido como se a culpa fosse dele.
Só em Portugal!
Outro caso “sui generis” mas de extrema gravidade foi a enésima
miserável arbitragem de Carlos Xistra um árbitro que anda a fazer mal ao
futebol há já demasiado tempo.
Quis o destino que o lance do Porto-Vitória em que inacreditavelmente
expulsa Tapsoba, num lance que nem falta era (são a maioria dos críticos de
arbitragem quem o afirma) , se tenha desenrolado mesmo à minha frente pelo que
não precisei de imagens televisivas para ter a certeza do tamanho do disparate
de um árbitro que parece especialista em prejudicar, e muito, o Vitória.
Mas porque de Xistra nem vale a pena falar interrogo-me para que ser o
VAR numa situação destas?
Quando um árbitro aos quarenta e oito segundos de jogo (nunca tinha
visto em mais de cinquenta anos a ver futebol) num lance dividido em que o
avançado não ia ficar isolado mostra um vermelho directo que evidentemente iria
condicionar todo , literalmente todo, o jogo.
Pois que se saiba nem o VAR recomendou a Xistra que visse as imagens
nem Xistra mostrou qualquer interesse em o fazer.
O seu único interesse foi em expulsar o jogador do Vitória!
Aliás a exemplo do que tinha feito poucas semanas atrás no
Feirense-Vitória a contar para a taça da liga em que aos doze minutos de jogo
(muito gosta ele de expulsar rapidamente jogadores do Vitória...) tinha expulso
Rochinha num lance que a carga do jogador vitoriano ao seu adversário foi igual
a várias registadas no “Dragão” a jogadores do Porto que no limite levaram o
amarelinho da ordem.
Árbitros destes só em Portugal!
O terceiro e último caso tem a ver com o adiamento do tal jogo da primeira
jornada entre Rio Ave e Vitória devido a uma vistoria dois dias antes que
decidiu, por razões de segurança, encerrar a bancada nascente do estádio dos
Arcos.
Embora se estranhe que a apenas dois dias do início da liga a bancada
tenha sido vistoriada é evidente que nem se discute o seu encerramento se era a
segurança dos espectadores que estava em risco.
Embora se possa questionar há quanto tempo essa segurança estava efectivamente
em causa.
Adiante.
Pois perante essa contingência o jogo foi adiado para 8 de Setembro
com desgosto dos milhares de vitorianos, muitos deles emigrantes em férias, que
não puderam assistir à estreia da sua equipa no campeonato, que se viram
obrigados a devolver os bilhetes contra reembolso do mesmo.
Foi ,então, o jogo marcado para oito de Setembro no mesmo estádio na
presunção de que a bancada já estivesse em condições de albergar espectadores e
pudesse assim satisfazer a procura de bilhetes por parte dos milhares de
vitorianos interessados em acompanharem a sua equipa.
Pelos vistos não.
O jogo será no estádio dos Arcos mas com a bancada nascente encerrada
pelo que todos os espectadores terão de se acantonar na bancada poente , sabe
Deus como, sem que exista para a falange adepta do Vitória o número de bilhetes
suficiente nem nada que se pareça.
Quando o que o bom senso impunha, para um jogo desta responsabilidade,
era ele realizar-se noutro estádio em que as bancadas fossem suficientes para
os espectadores que nelas quisessem estar.
Quando se lamenta, e com razão, haver tantos lugares vazios na maioria
dos estádios (incluindo o dos Arcos excepto em dois ou três jogos por ano) é
caricato que se deixem sem acesso milhares de espectadores que queriam ver o
jogo.
Só em Portugal...
segunda-feira, setembro 02, 2019
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