sábado, agosto 31, 2019

Sorteio Liga Europa

A Liga Europa é a segunda competição da UEFA, bem atrás da Liga dos Campeões na valia dos clubes e nas receitas que gera, mas nela acabam por ter assento equipas que normalmente estariam na prova maior mas por esta ou aquela razão foram relegadas para a competição secundária digamos assim .
É uma competição, diga-se de passagem, bem mais a jeito das equipas portuguesas do que a liga dos Campeões onde a correr muito bem uma equipa portuguesa não pode, salvo grande surpresa, chegar mais longe do que os quartos de final.
Na Liga Europa as aspirações podem ser bem outras mesmo com a presença dos tais clubes que normalmente estariam na outra prova.
Como são os casos de Manchester United, Arsenal, Roma ou o próprio Porto que é cliente habitual da Champions mas que na Liga Europa, que já venceu por duas vezes, podem ter fortes aspirações.
Previsões de apuramento?
São muito mais difíceis que na Liga dos Campeões mas ainda assim arriscamos:
No grupo A Sevilha e Qarabag.
Grupo B Dinamo de Kiev e Malmo
Grupo C Krasnodar e Getafe.
Grupo D PSV e Sporting
Grupo E Lázio e Céltic
Grupo F Arsenal e Vitória
Grupo G Porto e Feyenoord
Grupo H CSKA e Espanhol
Grupo I Wolfsburgo e Saint Etiénne
Grupo J Roma e Borússia Monchengladbach
Grupo K Braga e Wolverhampton
Grupo L Manchester United e Partizan.
No que toca às equipas portuguesas acrescentaria o seguinte.
O Porto, "despromovido" da Liga dos Campeões, é claramente favorito no seu grupo mas tem de ter cuidado porque quer os holandeses do Feyenoord quer os suíços do Young Boys são também equipas com aspirações. Já os escoceses do Rangers, agora regressados a estas andanças, me parecem a equipa mais fraca do grupo.
O Sporting terá no PSV o principal adversário e em condições normais serão apurados mas não podem facilitar com o Rosenborg sob pena de desagradável surpresa.
Já as duas equipas minhotas terão tarefas bem mais difíceis.
Acredito que Braga e Wolverhampton serão apurados no seu grupo mas Slovan de Bratislava e especialmente Besiktas podem ser ossos muito duros de roer e pôr em causa o apuramento da equipa portuguesa.
Ao Vitória saiu-lhe a "fava" nos sorteios europeus de equipas portuguesas mas ainda assim pode e deve acalantar esperanças de passar.
O Arsenal é inalcançável e fazer um ponto que seja nos dois confrontos será magnifico.
Mas o Standard de Liége é equipa ao alcance de um Vitória que jogue o seu normal e nos dois confrontos com o Eintracht poderá jogar-se a sorte vitoriana nesta edição da Liga Europa.
Sendo certo que com as recuperações de Wakaso e André André (Joseph só para o ano) e as contratações de Lucas Evangelista e Leo Bonatini o treinador Ivo Vieira fica com um leque de soluções que lhe permitem ter uma equipa competitiva e com várias soluções para cada posição.
O apuramento é difícil, bastante difícil diria, mas é possível.
Se a equipa acreditar e o treinador estiver à altura do desafio todos os sonhos são possíveis.
Depois Falamos.

P.S. Claro que se o horário dos jogos em Guimarães for alterado para horas normais da Liga Europa , e abandonadas as inacreditáveis  horas já divulgadas, as possibilidade do Vitória aumentam um bom bocado. Porque a força do Vitória também reside no apoio único dos seus adeptos.

Sorteio Liga Campeões

Sorteadas as competições europeias é tempo de aqui alinhavar as habituais previsões sobre quem vai seguir em frente e quem vai ficar pela fase de grupos.
Creio que este sorteio arrumou tão bem os grupos que em bom rigor não haverá espaço para grandes surpresas à excepção daquele sortilégio tão próprio do futebol que às vezes se encarrega de desfazer aquilo que parece mais lógico.
Vamos então às previsões:
No grupo A claramente PSG e Real Madrid a discutirem os dois primeiros lugares (e ,sabe-se lá, também...Neymar) tala diferença para os dois restantes emblemas.
No grupo B a superioridade de Bayern e Tottenham é por demais evidente restando ao Olympiacos( de Pedro Martins) e ao Estrela Vermelha lutarem pelo máximo de pontos possível.
O grupo C é um dos poucos onde poderá haver alguma indecisão.
O Manchester City vai apurar-se mas depois o segundo clube a apurar-se será discutido entre o Shakhtar de Luís Castro e o Atalanta que se estreia na Liga dos Campeões.
No grupo D apuram-se Juventus e Atlético de Madrid.
No grupo E tudo aponta para Liverpool, campeão europeu em título, e Nápoles.
No grupo F o Barcelona é claro favorito e depois Borússia Dortmund e Inter discutirão o segundo apurado com vantagem, assim me parece para os alemães.
O grupo G é, de longe, o mais equilibrado de todos e o único onde, em teoria, qualquer uma das quatro equipas se pode apurar dado serem de valor equivalente.
Talvez Leipzig e Benfica mas podem muito bem ser Lyon e Zénit.
No grupo H creio que o Chelsea, pese embora o titubeante arranque na sua liga, será apurado e depois Ajax e Valência lutarão pelo outro lugar.
Em suma aposto que nos oitavos de final teremos PSG, Real Madrid, Bayern, Tottenham, Manchester City, Atalanta, Juventus, Atlético de Madrid, Liverpool e Nápoles, Barcelona e Dortmund, Leipzig, Benfica, Chelsea e Ajax.
Lá para Dezembro saberemos.
Depois Falamos

Pôr do Sol


Urso Polar


Wissekerke, Bélgica


sexta-feira, agosto 30, 2019

Bom

O Vitória teve um sorteio da fase de grupos da Liga Europa muito complicado ( era difícil ser pior) mas por paradoxal que pareça creio que clube e adeptos tem muito boas razões para estarem satisfeitos.
É evidente que será extremamente difícil ficar apurado, disso ninguém duvida, mas o clube não sendo candidato a vencer a Liga Europa  tem tudo a ganhar em disputar seis jogos com boas equipas que darão aos seus jogadores a possibilidade de jogarem a um nível competitivo que raramente encontram no nosso campeonato.
Uma grande equipa inglesa, uma boa equipa alemã e uma boa equipa belga terão a vantagem de proporcionarem os tais seis jogos de intensidade que por cá não existe, significam deslocações curtas e fáceis de fazer  e ainda a  possibilidade do apoio de muitos portugueses que vivem nesses países e dos vitorianos que se desloquem de Portugal aproveitando o tal facto de as viagens não serem muito longas.
Gostei do sorteio.
E embora tivesse a secreta "fézada" de que iríamos encontrar o Manchester United (seria fantástico recebê-los em Guimarães e ver o Vitória actuar no "Teatro dos Sonhos" chamado Old Trafford) ir a Londres defrontar o Arsenal no "Emirates" será igualmente a oportunidade de ver a nossa equipa actual num dos melhores estádios do mundo contra uma equipa que é toda uma instituição no futebol inglês e mundial.
Significa tudo isto que o Vitória vai fazer seis jogos para cumprir calendário?
Só quem não nos conhecer pode pensar isso.
Ciente das dificuldades, com imenso respeito pelos adversários, o Vitória vai disputar jogo a jogo, ponto a ponto a possibilidade de seguir em frente.
Para já teremos seis excelentes jogos para desfrutar.
A seguir...logo se vê!
Depois Falamos.

segunda-feira, agosto 26, 2019

Orgulho

Há um ano atrás a Aliança não existia como partido político!
Estava, de norte a sul, no processo de recolha das assinaturas indispensáveis à sua legalização o que viria a conseguir em tempo verdadeiramente recorde.
Hoje, com apenas dez meses de vida, a Aliança concluiu a entrega das listas de candidatos a deputados que lhe permitirá concorrer em todos os vinte e dois círculos eleitorais das próximas eleições para a Assembleia da República.
Isto depois de já ter a sua implantação em todos os distritos e nas duas regiões autónomas, de ter realizado um congresso que não teme comparações com qualquer congresso dos grandes partidos que andam nisto há mais de quarenta anos e de ter concorrido às eleições europeias.
Tudo em menos de dez meses.
É um motivo de justificado orgulho para um partido que não tem subvenções do Estado, que é alvo de uma discriminação vergonhosa por parte das televisões (tal como outros novos partidos diga-se em abono da verdade) e de  jornais a que alguns chamam de referência e que até para recorrer a tostões do que outros tem aos milhões encontra inexplicáveis dificuldades.
Mas conseguimos!
Conseguimos!
Dezoito distritos, duas regiões autónomas, Europa e Resto do Mundo e a todos esses círculos a Aliança vai concorrer.
Nuns lados fazendo as listas sem especiais dificuldades, noutros com dificuldades maiores mas em todos, atempadamente, a Aliança concluiu os seus processos de candidatura e apresentou-os em tribunal dentro dos prazos legais.
Nalguns círculos bem antes dos tais partidos que andam nisto há mais de quarenta anos.
E por isso os militantes da Aliança podem ter orgulho no seu partido e a certeza de que, agora que os candidatos vão para o terreno da pré campanha e depois da campanha com grande entusiasmo e fortes convicções, vão continuar a terem boas razões para se orgulharem do partido que ajudaram a construir.
Pessoalmente estou muito orgulhoso da Aliança.
Desde o presidente Pedro Santana Lopes ao mais desconhecido, mas nem por isso menos importante, dos militantes
Dos coordenadores distritais e das suas equipas, dos cabeças de lista e restantes membros das listas, dos mandatários distritais e dos directores de campanha que todos juntos conseguiram este pequeno "milagre" de em tempo útil apresentarem as vinte e duas listas e permitirem ao partido competir voto a voto pela confiança dos portugueses.
Juntos conseguimos.
E agora vamos continuar a  trabalhar por um futuro melhor.
Depois Falamos

domingo, agosto 25, 2019

Bruno Lage

Não tenho, como é mais ou menos sabido, qualquer simpatia pelo Benfica.
Não conheço, pessoalmente, Bruno Lage nem nunca dele tinha ouvido falar até na época passada ter sido chamado a substituir um Rui Vitória muito desgastado pela contestação interna (sobre a justiça dela já me pronunciei noutras oportunidades) e conseguido dar tal reviravolta na situação que acabaria por ganhar o campeonato.
Demonstrando aí a sua insofismável valia como treinador.
Que penso hoje ninguém porá em causa.
Mas em simultâneo com a demonstração das suas qualidades como treinador Bruno Lage foi demonstrando outro tipo de qualidades, raras no nosso futebol, e que motivam este texto que hoje escrevo sobre ele.
Sensatez, fair play, respeito e consideração pelos adversários, discurso coerente sobre alguns dos males que afligem o nosso futebol como a clubite exacerbada ou a violência de algumas claques.
Ainda ontem no final do Benfica-Porto registei a forma como foi cumprimentar Sérgio Conceição (duvido muito que em circunstâncias opostas o mesmo acontecesse) , como elogiou o mérito do Porto no triunfo e elogiou a tática do treinador adversário e a postura do mesmo na conferência de imprensa que momentos antes tinha dado.
Invulgar e a merecer claro elogio.
Porque é de gente assim que o futebol português precisa até para contrabalançar a insensatez e a verborreia de muitos responsáveis dos clubes que estão na razão directa dos níveis de conflitualidade que o nosso desporto infelizmente atravessa.
Depois Falamos.

P.S. Há que reconhecer, por ser da mais elementar justiça, que já o seu antecessor no Benfica (Rui Vitória) procurou sempre seguir esses mesmos caminhos.

Tubarão Baleia


Xangai


Castelo de Bamburgh,Inglaterra


Mulheres

A vida pública, e não apenas a política, tem tratado mal as mulheres portuguesas.
Não lhe conferindo a representatividade, os cargos, as oportunidades na justa proporção dos seus méritos e do indiscutível peso demográfico que de norte a sul do país elas tem e lhes devia dar uma justa visibilidade .
E já nem me refiro aos tempos anteriores ao 25 de Abril (de que andam por aí alguns saudosistas ao que parece) em que as mulheres não votavam e para se deslocarem ao estrangeiro tinham de ser portadoras de autorização escrita do marido nos casos em que ele existia.
Entre muitas outras discriminações igualmente revoltantes.
A verdade é que o 25 de Abril mudou mais facilmente os regime e as leis do que as mentalidades e por isso as mulheres continuaram a não ver o seu papel reconhecido, a não terem as mesmas oportunidades que os homens , a assistirem ao inacreditável princípio de para trabalho igual salários diferentes.
Situação que ainda hoje se mantém apesar de alguma evolução.
Na vida política, para não  fugir à regra, a situação assumiu foros de tal escândalo face à diminuta participação feminina nos diversos orgãos de soberania que os legisladores se viram obrigados a fazerem uma lei da paridade (lei da paridade e não lei das mulheres como tantas vezes se ouve e lê vindo de quem interpreta mal o seu espírito) que obrigasse a que houvessem mais mulheres a participarem na vida política.
Sendo certo que uma lei desse tipo implica sempre alguma forma de discriminação há que reconhecer que se assim não fosse a evolução das coisas teria sido muito mais lenta do que aquilo a que se tem,  apesar de tudo, assistido.
Ainda assim constata-se que tantos anos após Abril só houve uma mulher presidente da Assembleia da República (Assunção Esteves do PSD em 2011) e a primeira mulher a liderar um partido com representação parlamentar (Manuela Ferreira Leite do PSD em 2008) aconteceu apenas 34 anos depois da conquista da Liberdade e da Democracia.
Curiosamente nenhuma delas militante daqueles partidos de esquerda e extrema esquerda que se acham a vanguarda de todo e qualquer processo evolutivo!
Nas legislativas de Outubro deste ano uma vez mais na constituição das listas de candidatos a deputados, nuns caso face à obrigatoriedade das leis e noutros no critério de elaboração, se assiste a uma participação feminina que não atingindo a paridade absoluta, ou até ultrapassando-a a seu favor o que não seria nenhum escândalo, vai permitir trazer para a política mais mulheres o que é sempre de registar com entusiasmo.
No caso da Aliança, que acaba de chegar mas está a fazer um grande (e creio que bem sucedido) esforço de fazer diferente fazendo melhor há dois casos que assinalo com particular gosto.
O facto de termos cinco mulheres a encabeçar listas distritais como são os casos de Maria João Gaspar em Vila Real, Ana Mendes na Guarda, Joana Ferraz em Leiria, Ana Camilo Martins em Castelo Branco e Ana Rosado Fonseca em Évora o que não sendo números que nos orgulhem, porque preferiríamos um maior equilíbrio (que chegou a ser possível mas depois se gorou), são ainda assim números perfeitamente aceitáveis num partido que concorre às suas primeiras eleições legislativas.
E o caso particular de Braga em que a Aliança compôs a sua lista com treze mulheres e onze homens (o que não sendo caso único de maioria feminina é ainda assim... raríssimo) sem qualquer perda de qualidade, competências próprias ou representividades concelhias com esse critério definido pelo cabeça de lista em consonância com a estrutura distrital e a concordância de primeira hora do presidente do partido.
São pequeno sinais, é certo, mas é nos detalhes que se vão fazendo as diferenças.
E a Aliança veio, que ninguém o duvide, para fazer diferente.
Depois Falamos.