sexta-feira, julho 08, 2016

Jogar e Ganhar

Devo dizer que não estou optimista nem pessimista quanto à final de domingo.
Apenas satisfeito com três coisas:
1) Portugal estar na final pela segunda vez na sua História.
2) Por a final ser com a França e não com a Alemanha que é campeã do mundo e melhor equipa que os franceses.
3) Pelo triunfalismo francês, tipo "favas contadas", que normalmente só serve para motivar o  adversário e causar excessos de confiança nos próprios.
E todos sabemos como costuma reagir Portugal, e muito especialmente Ronaldo, a esse tipo de provocações.
Não estou preocupado com a teórica mais valia da selecção francesa, porque uma final é um jogo tão especifico que o momento conta muito mais que curriculum e palmarés, nem sequer com a arbitragem porque considero que Mark Clattenburg é um excelente árbitro e de uma escola-a inglesa- onde existe pelo futebol um respeito superior ao existente em qualquer outro país.
A França joga em casa e é favorita -como nós em 2004- mas daí a isso ser uma garantia de triunfo vai uma distância enorme que nada garante que os franceses consigam percorrer com o sucesso que antecipadamente vão festejando.
É verdade que tem excelentes jogadores (Griezmann, Pogba, Payet, Sissoko, Lloris...)mas Portugal também os tem (Pepe, Adrien, Raphael Guerreiro,Moutinho,  Nani... ) e a estrela maior que pisará o relvado do estádio de França é portuguesa e chama-se Ronaldo.
E jogador dessa categoria não tem os franceses nem nada que se pareça para desgraça deles e satisfação nossa.
Deixemos a bola rolar.
Sem nos esquecermos do valor do adversário mas sem menosprezarmos o nosso próprio valor.
Confiantes que no grande momento a selecção portuguesa saberá dar a resposta que todos esperamos e trazer para o nosso país o seu primeiro titulo de campeão europeu de selecções.
Até porque uma final não se joga...ganha-se!
Eu acredito.
Depois Falamos.

Pinguins e Foca


Farol


Ficheiros Secretos

 

Para quem gosta de ver boas séries de televisão o Verão é uma enorme chatice!
Porque as produtoras escolhem essa altura para suspender a transmissão de episódios actuais , provavelmente por razões de férias e de gravação de novas temporadas, pelo que os canais (Fox e Axn essencialmente) aproveitam para repor episódios antigos.
Este ano uma vez mais é assim.
Castle" acabou (ainda não me recompus...) "Scandal", "Quantico", "Gotham", "Hawai 5-0", "Ncis Los Angels" , "Scorpion" foram de férias enquanto "Forever" (uma série a que achava particular piada) e "Crossing Lines" desapareceram sem deixar rasto pelo que as noites pós Europeu ficaram um bocado para o vazio.
Até porque RTP/SIC/TVI não descansam na sua tentativa de estupidificarem o país com overdoses de telenovelas umas atrás das outras a um ritmo que nem na América Latina.
Resta a RTP Memória.
Onde passam algumas das melhores séries que alguma vez a televisão em Portugal mostrou aos seus telespectadores em seis décadas de emissões.
Vi com grande interesse, até pelas memórias de infância que me trazia, as duas primeiras temporadas de "O Santo" com Roger Moore mas também essa acabou substituída por um "Poirot" interessante mas mais recente e de cujos episódios me recordo relativamente bem.
Para além de achar, mas creio que isso acontece com quase todos os livros transpostos para televisão ou cinema, que "Poirot" é muito melhor lido (e li todos os livros de Agatha Christie com o pequeno detective belga) do que visto no ecran.
Solução?
O regresso à "minha" série de culto.
Ficheiros Secretos.
Ainda na RTP Memória vou revendo a oitava temporada(das nove realizadas entre 1993 e 2002), recordando as investigações de Mulder e Scully, encontrando um ou outro episódio que me tinha escapado na transmissão original, apreciando de outra forma alguns episódios de que me recordo perfeitamente como acabam mas que da primeira vez foram vistos com aquele suspense que nem sempre permite apreciar tudo na sua plenitude.
X-Files é, e será sempre,uma boa opção para uma noite televisiva.
Depois Falamos

quinta-feira, julho 07, 2016

A Guerra dos Tronos II (PS)

Não deve haver em Portugal um distrito em que o PS tenha tantos problemas nas câmaras por si presididas como no distrito de Braga!
Onde tem sete câmaras e...sete problemas!
Caso a caso:
Amares: A história é conhecida. O presidente Manuel Moreira zangou-se com o PS, pelo qual fora eleito, deu pelouros ao PSD e é provável que venha a ser o candidato deste partido em 2017 o que significará uma provável reconquista de Amares por parte dos social democratas.
Barcelos: Bem, Barcelos, é a verdadeira guerra civil socialista com o presidente Miguel Costa Gomes em guerra aberta com o PS que liderado pelo deputado Domingos Pereira (que quer ser candidato à Câmara em 2017) abandonou a vereação camarária sendo impossível prever os próximos capítulos tal a velocidade a que as coisas se vem processando.
Poderia (poderá?) ser uma oportunidade de ouro para o PSD recuperar a outrora sua mais emblemática câmara mas não sei se o partido já conseguiu superar os traumas da inesperada derrota de 2009 e as divisões que se seguiram.
Se sim, e se encontrar um candidato que una as hostes e não acentue as fracturas, Barcelos poderá ser uma reconquista marcante das próximas autárquicas.
Cabeceiras de Basto: As divisões no PS já vem das ultimas autárquicas quando o partido se dividiu ao meio entre o PS "oficial" que elegeu China Pereira (que entretanto se aborreceu com o tutelar Joaquim Barreto e bateu com a porta) e o PS contestatário a Barreto que sob a liderança de Jorge Machado concorreu sob a sigla "Independentes por Cabeceiras) e obteve um resultado idêntico ao da lista oficial elegendo também três vereadores.
Ficou o solitário vereador do PSD a ser o fiel da balança entre os dois PS num município que foi durante muitos anos liderado pelos social democratas (com Mário Campilho) e no qual o PSD e depois a PAF vencem folgadamente as eleições legislativas.
Tudo indica que em 2017 a divisão se manterá com o actual presidente Francisco Alves a enfrentar a recandidatura de Jorge Machado mantendo a divisão no PS.
Pode, neste cenário altamente favorável, o PSD vencer em Cabeceiras de Basto?
Poder pode...
É assunto a que voltarei.
Fafe: Outrora uma fortaleza socialista com Parcidio Sumavielle e José Ribeiro o PS fafense está agora fortemente dividido entre os afectos ao actual presidente de câmara,Raul Cunha, e os saudosistas do anterior presidente,José Ribeiro, divisão que terá expressão máxima nas próximas eleições para a comissão política do PS local.
Ganhe quem ganhar as feridas ficarão abertas e proporcionarão ao PSD uma oportunidade excelente de ganhar muito terreno e até aspirar a vencer um município que já não ganha desde 1976!
A estratégia seguida tem sido inteligente agora há que dar-lhe a devida sequência.
Guimarães: É um caso interessante.
Porque é o município em que as divergências internas do PS são menos perceptiveis para a opinião pública,embora existam e fortes, e simultaneamente será a câmara em que o PSD é oposição em que o partido está mais forte, mais organizado e onde leva a cabo uma oposição mais consistente.
No PS local há linhas de fractura evidentes deixadas pela disputa Seguro/Costa, pela escolha do deputado à AR, pela preponderância do eixo Taipas-Moreira de Cónegos e consequente desagrado noutros sectores, pela escolha dos membros da lista que vai concorrer em 2017 (quem entra e quem sai...),pelo progressivo distanciamento de António Magalhães e seus incondicionais desiludidos com a prestação de Domingos Bragança enquanto presidente do município.
Do lado do PSD há um candidato assumido, uma coligação(PSD/CDS/MPT) que se apresentou em 2013 e vai reapresentar em 2017 que tem funcionado muito bem, um trabalho de fundo que recomeçou na segunda feira seguinte ás ultimas eleições autárquicas, vereadores e deputados municipais dos três partidos que tem mostrado trabalho e, essencialmente, um PSD unido como nunca.
É a Câmara mais difícil de conquistar ao PS depois de 28 anos de poder absoluto dos socialistas  e com orçamentos que dão para muitas "flores".
Mas nunca nestes 28 anos essa vitória pareceu tão possível como nas próximas autárquicas.
Terras de Bouro: É eleitoralmente o concelho mais pequeno do distrito (menos de 8.000 eleitores) pelo que basta meia dúzia de famílias mudarem de opinião (o exagero é para ilustrar melhor a dimensão) para a câmara mudar de partido liderante.
Durante muitos anos um feudo do PSD e de José Araújo  (que venceu pelo PSD, pela AD, pelo CDS e novamente pelo PSD)até 2001, teve depois António Afonso  pelo PSD entre 2001 e 2009 data em que o actual presidente ,Joaquim Cracel, venceu pelo PS renovando a vitória em 2013.
Neste momento o PS estará nervoso com o "tabu" de Cracel que ainda não anunciou se se recandidatará a terceiro mandato e se fazendo-o o fará pelo PS dado ser independente.
Será o menor problema do PS no distrito mas nem assim deixa de ser problema.
E ,claro, uma oportunidade para o PSD.
Vizela: Outra guerra civil.  
Vice presidente da câmara(Vítor Hugo Salgado) tenta ser o candidato do PS, é derrotado na comissão política e o presidente (Dinis Costa) retira-lhe a confiança política e os pelouros que detinha. 
Inconformado o ex vice presidente anuncia candidatura com ou sem PS.
Uma situação muito idêntica à de Cabeceiras de Basto com a  diferença de que em Vizela o PSD está eleitoralmente muito mais próximo do PS (cerca de 1000 votos a menos) e sob a liderança de Luís Miguel Lopes tem vindo a recuperar paulatinamente das enormes diferenças de votos registadas em 2001 e especialmente 2005.
Outra câmara em que o PSD, liderando uma coligação com o CDS, pode estar próximo da vitória.
Que será a primeira neste município outrora parte integrante do concelho de Guimarães.
É esta a situação nos municípios socialistas do distrito de Braga.
Que permite ao PSD a expectativa de reforçar substancialmente a sua posição e até alcançar a maior vitória de sempre em termos de número de presidências.
Haja engenho e arte.
Depois Falamos

P.S Um destes dias escreverei um terceiro texto sobre este assunto.
Aprofundando ideias sobre o que, na minha modesta opinião, deve ser a estratégia do PSD em cada um dos municípios PS e deixando algumas sugestões sobre candidatos e candidaturas.
Na qualidade, que muito me orgulha, de militante de base do partido.

Porcos


Moínho


Monsaraz


O "Ovo de Colombo"

Nos três jogos da fase de grupos não saiu do banco para jogar um minuto que fosse.
Por incrível que pareça é verdade.
Foram, se calhar não por acaso, os jogos em que Portugal esteve pior neste Europeu não conseguindo vencer nenhum deles (pese embora serem os adversários menos fortes que encontrou) e demonstrando preocupantes falhas na coordenação defensiva e na ligação defesa-ataque.
Foi pela primeira vez titular face à Croácia e Portugal melhorou de imediato a sua prestação global conseguindo superiorizar-se à melhor equipa que encontrou até agora muito por força da forma como na "batalha" de meio campo soube anular a influência de Modric e Rakitic os mais categorizados jogadores croatas.
Essa melhoria tem um nome: Adrien Silva!
Que perante a Polónia voltou a rubricar categórica exibição e ontem, face a um País de Gales desfalcado de Ramsey, meteu no bolso Allen que era a única esperança galesa (para lá das arrancadas e remates de Bale) de construir jogadas ofensivas com um mínimo de consistência.
Adrien não se destaca a rematar,embora remate,nem a fintar, embora finte, nem a fazer passes espectaculares,embora os faça.
Adrien não dá nas vistas, não se dá por ele, trabalha apenas e só para a equipa mas é na minha opinião o jogador mais decisivo desta selecção de Portugal naquilo que é essencial num centro campista moderno.
Dá consistência ao meio campo, ajuda nos movimentos defensivos, está no inicio de muitas saídas para o ataque, marca excelentemente os melhores médios adversários e dá uma brutal solidez táctica à equipa.
Deste Europeu recordaremos todos os golos de Ronaldo e Nani, a revelação de Renato Sanches, as exibições impecáveis de Pepe e Fonte, as arrancadas de Raphael Guerreiro (a caminho de se sagrar o melhor lateral esquerdo da prova), a segurança de Rui Patrício ,os momentos mágicos de Quaresma.
Mas em boa verdade o sucesso de chegar à final, e eventualmente a ganhar como todos desejamos, não teria sido possível sem a "assinatura" de Adrien.
Foi ele o "ovo de Colombo" que Fernando Santos (aí dou-lhe todo o mérito) descobriu para transformar uma equipa insegura e nervosa num conjunto personalizado e crente em si próprio que vai a Paris jogar olhos nos olhos com quem o "diabo escolher" e disputar o titulo de campeão da Europa.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

Desde a sua publicação que esta autobiografia de Carlos Cruz me despertou curiosidade.
Estimulada, até, por algum folhear de páginas do livro efectuados nas periódicas idas á FNAC.
Só decidi comprá-lo depois de me assegurar que não era um livro sobre o "Processo Casa Pia", em que o autor bem ou mal foi condenado, mas sim uma verdadeira obra sobre a vida de um dos mais mediáticos homens de rádio e televisão que Portugal conhece.
Não que o "Processo Casa Pia" não me interesse.
Interessa.
Mas como cidadão e não como leitor.
Comprei o livro. E em excelente hora o fiz.
Porque é dos livros mais interessantes que li nos últimos anos.
Nele está um percurso de vida extraordinário desde Angola a Portugal, passando por Nova Iorque e,em bom rigor, um pouco por todo o mundo por onde Carlos Cruz viajou como jornalista, empresário, relações públicas ou até como turista.
Misturando com todo o propósito aspectos da sua vida pessoal, profissional, das empresas em que trabalhou e dos cargos que exerceu.
Em todos eles traçando um retrato dos ultimos 60 anos de Portugal.
É uma viagem extraordinária aos bastidores da RTP durante décadas, o relembrar momentos fantásticos de televisão como o "Zip Zip" ou o "1,2,3",passando pelas "Noites Marcianas" e pelo "Carlos Cruz-Quarta feira" ( de que fui fiel espectador) entre muitos outros grandes programas mas também um recordar de grande programas de rádio como o "Pão com Manteiga" ou o "PBX".
E,está claro,pelo livro passam também muitos dos protagonistas políticos dos últimos 50 anos com histórias bem saborosas a respeito de alguns e outras que permitem aferir melhor sobre o "quem é quem" de alguns deles.
Capítulos particularmente interessantes são também aqueles que referem a conquista da realização do Euro 2004 em Portugal (Carlos Cruz foi presidente da comissão executiva da candidatura e teve um papel relevante no resultado da mesma) e tudo que foi necessário fazer para que o nosso país conseguisse a organização da prova.
Em suma 600 páginas que se leem num instante e com imenso prazer.
Gostei imenso!
Depois Falamos

P.S. Uma nota final sobre o "Processo Casa Pia". O livro não é sobre ele mas inevitavelmente aborda-o a propósito de algumas circunstâncias e de alguns personagens. 
Sempre achei que Carlos Cruz era vítima de uma cabala e de um tenebroso processo persecutório.
Naturalmente que o livro não mudou a minha convicção mas apenas a reforçou.
Fazendo-me ,contudo, compreender melhor o porquê.

quarta-feira, julho 06, 2016

Olá Paris

E Portugal estará na final de Paris.
Com inteiro mérito,diga-se de passagem,porque foi claramente superior ao País de Gales e venceu a sua meia final com absoluta justiça.
Naquele que terá sido,paradoxalmente,o jogo menos difícil da selecção portuguesa neste Europeu.
Portugal estudou bem Gales, sabia que o grande perigo da selecção galesa estava nos contra ataques protagonizados por Bale e nos lances de bola parada e organizou-se tacticamente para impedir essa forma de actuar do adversário ao mesmo tempo em que ia jogando o seu futebol tentando chegar à baliza adversária.
A primeira parte foi lenta, sem grandes oportunidades mas com tempo para não ser marcado mais um penalti a favor de Portugal (pela terceira vez neste Europeu) , e também sem grandes oportunidades de golo de parte a parte.
Temia-se que essa toada de jogo, mais do agrado galês que português, acabasse por expor Portugal a um lance fortuito em que sofresse um golo ou levasse para prolongamento ou até penaltis a decisão com tudo que isso acarretava de desgaste.
Felizmente em três minutos Portugal resolveu.
Primeiro numa fabulosa elevação de Ronaldo que foi ao "terceiro andar" cabecear sem defesa possível e depois num remate do mesmo Ronaldo que Nani com grande oportunidade desviou para o fundo da baliza.
Percebeu-se aí, que salvo um cataclismo, Portugal acabara de carimbar o passaporte para Paris.
E sem que Gales tivesse oportunidades claras de golo-apenas remates de longe bem parados por Rui Patrício- Portugal ainda podia ter marcado por João Mário, Danilo e Ronaldo o que daria ao marcador uma expressão que em boa verdade seria excessiva.
Agora teremos uma final com o campeão do mundo ou com o país organizador.
Venha o diabo e escolha.
Mas como as finais são para ganhar há que ser positivo e pensar que chegados aqui é "só" mais um triunfo e seremos campeões europeus.
Vamos a isso!
Depois Falamos

Estádio de França


Natureza

Foto: National Geographic

Ganhar !

Hoje tem de ser dia de Portugal.
O dia em que a selecção portuguesa pela segunda vez na sua História alcance a final de um Europeu de futebol.
Hoje não há desculpas!
O adversário não é a Espanha, não é a Itália, não é a Inglaterra que essas já estão todas a ver pela televisão, não é França ou Alemanha que amanhã em Marselha decidirão o outro finalista, é o País de Gales.
E a selecção portuguesa é , individual e colectivamente, melhor que a galesa.
Que tem um jogador excepcional (Gareth Bale) e mais quatro de muito boa qualidade como são os casos de Allen, Robson-Kanu, Andy King e Ramsey(que não jogará) mas os restantes são jogadores de nível médio que alinham na sua maioria em clubes ingleses de segundo plano ou no campeonato escocês.
E por isso Portugal é favorito.
Tem é de fazer prova desse favoritismo na atitude, no empenho, na abordagem ambiciosa ao jogo e no facto necessários de os seus jogadores mostrarem a qualidade que todos (ou quase...) lhes reconhecemos.
Mesmo a possibilidade de Pepe-abono de família defensivo nos últimos dois jogos- não poder eventualmente jogar não serve de desculpa seja para o que for porque não jogando ele jogam Ricardo Carvalho ou Bruno Alves e qualquer um dos dois tem mais valor que os centrais titulares de Gales.
Há que ganhar.
De preferência, e se possível, nos 90 minutos para evitar sobrecargas físicas em jogadores que já estão cansados depois de épocas desgastantes nos seus clubes.
E convirá aqui recordar, até por força do enfrentamento Ronaldo-Bale em que alguns querem transformar o jogo, que o capitão de Portugal disputou esta época 36 jogos da liga espanhola mais 12 na liga dos campeões (marcando 51 golos!) enquanto Bale (5 anos mais novo) disputou 23 jogos na Liga e mais 8 na Champions (marcando 19 golos) o que naturalmente implica desgastes fisícos bem diferentes!
Seja como for espera-se que sábado a selecção portuguesa se meta à estrada rumo a Paris.
E estou certo que assim será.
Depois Falamos.